Esterilização em gatos

Esterilização em gatos

A esterilização, em gatos, é um procedimento cirúrgico, realizado por um veterinário, que se baseia na remoção do órgão reprodutor do animal. Actualmente, a cirurgia é relativamente simples e tem diversas vantagens, que se reflectem, quer na saúde do animal, quer no seu comportamento. Neste sentido, esta é a melhor opção definitiva para prevenir as ninhadas indesejadas.

Quando nos referimos à cirurgia em machos, dá-se o nome de castração. Esta reduz as demonstrações, do comportamento, relacionado com a sexualidade, do felino, evitando os transtornos, a ele associados. Deste modo, o gato deixará de marcar território, ação que realiza através de urina com cheiro intenso. Por outro lado, as tentativas de sair de casa, em busca de uma parceira, cessarão. Estas são de elevada perigosidade devido, aos acidentes, a que o gato está mais propenso no exterior, e às lutas entre machos, que resultam em escoriações, capazes de dar origem a doenças fatais e de origem viral, como a Leucose Felina.

O procedimento em fêmeas denomina-se esterilização e, para além de impedir a gestação, evita algumas patologias como infecções uterinas e cancro mamário. Tal como nos machos, esta cirurgia influencia o comportamento da gata, evitando a marcação territorial e os sons emitidos no chamamento de um parceiro.

A idade indicada para realizar este tipo de procedimento varia consoante o sexo: a fêmea deve ser esterilizada antes do aparecimento dos períodos de cio, enquanto que o macho deve ser castrado depois de atingir nove meses de idade. Contudo, é possível realizar a cirurgia em qualquer altura, depois destas datas, no entanto, caso se trate de uma gata a amamentar, existe necessidade de aguardar o desmame.

A vida do animal, depois da esterilização, vai ser idêntica à anterior, e as poucas alterações visíveis serão relacionadas com o comportamento sexual. Este poderá até tornar-se mais afectuoso, se a sua conduta agressiva estiver relacionada com a sexual e, consequentemente territorial.

Um gato esterilizado reduz, em cerca de 25%, as suas necessidades calóricas, ficando com uma maior propensão para a obesidade. Assim, nasce a necessidade de uma adaptação alimentar, no sentido de evitar malefícios como a Diabetes.

Já existem no mercado produtos alimentícios, destinados a este tipo de casos, com capacidade nutritiva e energética, indicada para o novo metabolismo do animal. Estes têm elevado teor de proteínas, que auxiliam no controle do processo de absorção de glicose. Por outro lado são ricos em fibras que evitam as bolas de pelo.

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